No cerro mais alto dos arredores de Serpa, a cerca de um quilómetro e meio de distância, fica a Ermida de S. Gens, (foto 1) onde residem, além do Santo que lhe dá o nome, S. Luís e Nossa Senhora de Guadalupe, a mais conhecida e de maior devoção do povo de Serpa.
A imagem que aqui se venera sob o nome de Guadalupe, pouco tem de semelhança com a da Virgem de Guadalupe que, em 1531, apareceu a um índio Azteca, no México dizendo chamar-se “Quatlasupe” que os espanhóis traduziram depois, para Guadalupe e que quer dizer na língua azteca, «Aquela que esmaga a serpente».Em 1946 mais propriamente em 1 de Dezembro, foi o Concelho de Serpa consagrado à Senhora de Guadalupe, pelo Arcebispo de Beja D. José do Patrocínio Dias. Tem esta capela um painel (ex-voto) em que se faz referência a um milagre da Senhora de Guadalupe, na pessoa de uma mulher, a avó “Trocanita”, a que me referirei quando mais adiante transcrever as “lendas”, que me contavam quando era criança.![]()
Neste lugar existe uma “Atalaia” que, como tantas outras, outrora constituíam uma cintura defensiva de apoio ao Castelo, dizem mesmo que estavam ligadas entre si. Parecendo fazer parte integrante do conjunto de edificações da Ermida, esta atalaia serve de base ao “Vértice Geodésico” de 2ª ordem da Rede Nacional. Tipo de sinal: Bolembreano sobre atalaia sendo as coordenadas: Latitude 37º 55' 46,9'' N e Longitude: 7º 35' 36,5'' W – Altitude: Ortométrica=289m-Elipsoidal=344mA antiga atalaia ostentando o Vértice Geodésico no seu topo
quarta-feira, setembro 20, 2006
O Altinho - A Ermida de S. Gens ou de N.S. Guadalupe
terça-feira, setembro 19, 2006
O Convento de S. Francisco ou O Bom Pastor
Os Franciscanos, vieram para Portugal por volta de 1217, mas o Convento de Serpa só foi mandado construir em 1502, por ordem de D. Manuel I, distante meio quilómetro da Vila. De estreitas dimensões, tinha capacidade apenas para vinte religiosos Este Convento foi declarado monumento nacional em 31 de Dezembro de 1940.Existem várias pedras tumulares com brasões tanto dentro como fora da Igreja.
![]()
O portal é ogivado e, no encontro das nervuras, do lado esquerdo, vê-se a esfera armilar. A Igreja de uma só nave é coroada por abóbada de volta redonda. Na capela-mor existem painéis de azulejos policromos de grande beleza. A casa do capítulo que serve de sacristia está revestida a azulejos em azul e branco, que retratam passagens da vida de S. Francisco de Assis.![]()
De estilo gótico é decorado com elementos de estilo manuelino. O alpendre de abobada de nervuras e botareus cilíndricos rematados por corucheus cónicos, foi inspirado na Catedral de Santa Cecília de Albi. À entrada do Convento, existe um pequeno claustro com colunatas, que outrora foram de mármore. Depois dos Frades Franciscanos terem saído, o Convento passou a ser recolhimento de freiras, tendo também como missão o acolhimento de raparigas. Hoje, e após construção de novas instalações e infra-estruturas, foi dado a este espaço a nobre missão de acolher um lar de terceira idade, num ambiente familiar, prestando ainda serviços de acompanhamento domiciliar a idosos da região.
domingo, setembro 17, 2006
Os Chafarizes
Dos poços que abasteciam a antiga vila existem ainda o Poço Bom, na estrada de Beja e o Poço da Fonte Nova no local com o mesmo nome, assim como os depósitos da Cruz Nova e do Alto da Forca.De todos os Fontanários e Chafarizes que existiram em Serpa, poucos subsistiram ao decorrer do tempo. Tal como aconteceu ao Chafariz do Largo da Corredora, de que já falámos, também o do Largo 5 de Outubro, o Poço e a Nora de Santa Maria, sitos às Portas de Moura, a Fonte Santa, na rua com o mesmo nome junto ao Terreiro dos Palmas, a Bica da Barbacã, assim como o Fontanário do “Poço dos Cães” ao início da estrada de S. Braz, junto ao Campo de Futebol, desapareceram.
Dos Chafarizes que ainda existem o mais antigo é o do Largo do Corro, datado de 1887 (foto 2) o Chafariz do Largo do Salvador e o do Largo das Portas de Beja são ambos de 1904 (fotos 3 e 4) respectivamente. O que aparece na primeira fotografia situa-se no Largo das Portas e Moura, desconheço a data da sua construção mas como é igual ao das Portas de Moura, presume-se ser do mesmo tempo.
Os fontanários existentes na Rua de Serpa Pinto (foto 5) do Séc. XIX de alvenaria e pedra com bicas de bronze e o da Marreira (foto 6) datado de 1615, de alvenaria em que se destacam as armas reais.Também ainda podemos encontrar a Fonte do Ortezim, (fotos 7 e 8) a nascente da cidade. Tem uma inscrição com a data da construção, que não se consegue ler mas da qual já se tinha conhecimento em 1625, é uma fonte de bicas a que se acede por uma escadaria de pedra uma vez que se situada abaixo do solo.
Os Museus da Cidade - O Museu de Arqueologia
Na Alcáçova do Castelo, a antiga casa do Governador, que nos anos 60 serviu de cadeia, situa-se hoje o Museu de Arqueologia. (foto 1) Do seu espólio constam materiais arqueológicos que vão desde o Paleolítico inferior à época Islâmica, oriundos na sua maioria das escavações feitas em quintas e montes da área do Concelho na Cidade das Rosas e no próprio Castelo.
Tem este Museu uma típica cozinha Alentejana (foto 4) com a sua chaminé poial das “enfusas” panelas de ferro, cadeiras de “buinho”, onde não faltam também o alguidar da “amassadura” a peneira, tabuleiro de madeira , pratos e panelas de barro etc. Na foto 3 podemos ver o local onde em tempos existiu uma cruz, cujos blocos de pedra que se encontram como podemos ver, espalhados pelo chão.![]()
Acima (foto2) a sala onde podemos apreciar o espólio do Museu, de que apresentamos algumas peças de entre as quais destacamos, uma tampa de sepultura (foto 6) e uma placa funerária (foto 8)
![]()
![]()
![]()
sábado, setembro 16, 2006
Os Museus da Cidade - O Museu Etnográfico
O edifício do antigo Mercado hortícola, peixaria e talho do Largo do Corro deu lugar ao Museu Etnográfico, onde são expostas antigas alfaias agrícolas, assim como utensílios que se utilizavam e ainda se utilizam no dia a dia nas casas alentejanas, os barros, os cestos de cana, as cadeiras de buínho etc.
![]()
O museu apresenta uma exposição permanente sobre Ofícios Tradicionais. São onze os ofícios representados: Oleiro; Carpinteiro; Abegão; Ferreiro; Latoeiro; Ferrador; Albardeiro; Roupeiro; Cesteiro; Cadeireiro; Sapateiro; Alfaiate. A exposição evoca a diversidade de ocupações e ofícios inerentes à produção de bens indispensáveis no quadro da vida local e o saber técnico e tecnológico tradicional ligado à sua fabricação.![]()
A exposição foi concebida de forma a preencher uma função pedagógica. Cada espaço-oficina está pronto a receber o seu artesão, mantendo-se acessíveis ao público objectos e ferramentas diversas. Tendo como pano de fundo o passado histórico rural da região, os objectos em exposição são uma parte importante da memória do mundo do trabalho no concelho.![]()
Entrada gratuita Visitas guiadas mediante marcação prévia.MoradaLargo do Corro – 7830 Serpa
Os Museus da Cidade - O Museu do Relógio
Tem a Cidade de Serpa, 3 excelentes museus. O Museu do Relógio, o Museu Etnográfico e o Museu de Arqueologia. Primeiro: O Museu do Relógio. Transcrevo aqui extractos da página http://www.museudorelogio.com/ recomendando a quem passar por Serpa, que não deixe de visitar este interessante Museu.Morada: Convento do Mosteirinho Rua dos Cavalos (junto à Praça da Republica) Tel: (+351) 284 543 194 ou museudorelogio@iol.ptO Museu do Relógio é o único no seu género em toda a Península Ibérica, e só há mais cinco em todo o mundo. Instalado no belo edifício seiscentista que foi o Convento do Mosteirinho, em dez salas primorosamente arranjadas. Podem ver-se cerca de 1600 relógios das mais famosas marcas. De bolso, de pulso ou de sala, algumas destas peças únicas contam o tempo há mais de 350 anos.
![]()
A história do Museu do Relógio começou há 34 anos, quando António Tavares d ’Almeida, o principal dinamizador deste espaço herdou dos seus avós três relógios de bolso avariados. A partir de então, este coleccionador procurou relógios por todo o país, com vista ao restauro e ao aumento do espólio da colecção. Nos últimos anos, perto de 300 relógios avariados foram doados ao Museu em que com a colaboração dos seus Mestres relojoeiros são recuperados e mostrados ao público. António Tavares d ’Almeida continua a dedicar-se ao Museu, procurando dar vida não só aos seus relógios mas também a todos os relógios que lhe são doados, que já atrairam mais de 300 mil visitantes ao Museu.![]()
O Museu do Relógio durante todo o ano oferece aos seus visitantes não só o seu vasto espólio para visita, mas também, semestralmente, organiza exposições temáticas no âmbito da história desta máquina que veio revolucionar o Mundo: o Relógio!!!
quarta-feira, setembro 13, 2006
domingo, setembro 10, 2006
Outras Ruas de Serpa (2)
Subscrever:
Mensagens (Atom)







A antiga atalaia ostentando o Vértice Geodésico no seu topo









































